Uma negociação internacional de grande impacto econômico movimentou o cenário global nesta sexta-feira. O governo dos Estados Unidos informou que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros está emitindo uma licença geral temporária para viabilizar a entrada de diesel russo no mercado global, uma medida que busca conter a forte alta nos preços dos combustíveis.

O que aconteceu

A articulação foi divulgada por meio de publicações oficiais nas redes sociais. Ficou estabelecido que a Rússia fornecerá inicialmente mais de 300 mil toneladas de óleo diesel de forma imediata para o mercado americano e global. O cronograma prevê o envio adicional de 500 mil toneladas durante o mês de novembro e mais 1 milhão de toneladas logo na sequência.

Posteriormente, conforme a capacidade operacional das refinarias, o volume total poderá atingir 3 milhões de toneladas. A primeira remessa de 300 mil toneladas equivale a cerca de 2,25 milhões de barris, representando uma parcela expressiva das exportações russas registradas no mês anterior.

O anúncio ocorre em um momento de forte pressão sobre os custos de energia, agravada por conflitos internacionais que afetam o fluxo de suprimentos pelo Estreito de Ormuz e por restrições anteriores adotadas por Moscou para priorizar o abastecimento interno após ataques a suas refinarias. Com a repercussão do acordo, os contratos futuros de diesel nos Estados Unidos registraram queda, negociados próximos a US$ 4,67 por galão.

Impacto e medidas complementares

A medida é vista como uma tentativa de aliviar os custos operacionais para agricultores, pecuaristas e caminhoneiros, setores severamente afetados pela disparada nos preços da energia. No início da semana, as autoridades americanas já haviam flexibilizado restrições ao uso de diesel tingido, voltado para fins específicos como máquinas agrícolas, equipamentos de construção civil e geradores de energia.