Moradores de Guarulhos que pretendem viajar em navios de cruzeiro devem verificar a caderneta de vacinação contra o sarampo antes do embarque. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta devido à previsão de circulação de cerca de 832 mil pessoas durante a temporada 2026/2027, destacando que a movimentação intensa de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades, somada à circulação internacional do vírus, favorece a transmissão da doença.
O que aconteceu
O órgão estadual aponta que a proximidade entre pessoas em alto-mar exige atenção redobrada com a imunização. Entre abril e agosto de 2026, a cobertura vacinal contra o sarampo no estado registrou alta, com a primeira dose passando de 86,56% para 96,29% e a segunda dose subindo de 72,72% para 83,81%.
O esquema de vacinação segue regras específicas por faixa etária: crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Para pessoas de 15 meses a 29 anos, são exigidas duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias. Quem tem de 30 a 59 anos precisa de pelo menos uma dose comprovada, enquanto trabalhadores da saúde devem apresentar duas doses, independentemente da idade.
A chamada dose zero é recomendada para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em Guarulhos, São Paulo, São Bernardo do Campo e Santo André, além de atuações em bloqueios epidemiológicos. Esta aplicação não substitui o calendário regular dos 12 e 15 meses. Crianças menores de um ano, idosos com 60 anos ou mais e imunossuprimidos necessitam de avaliação médica individualizada. A vacina tríplice viral não deve ser aplicada em gestantes, menores de seis meses e em casos específicos de imunossupressão.
Como se proteger
Passageiros que apresentarem febre e manchas vermelhas pelo corpo, junto com tosse, coriza ou conjuntivite, devem adiar a viagem e buscar atendimento médico. Durante o cruzeiro, é fundamental lavar as mãos com frequência com água e sabão ou usar álcool em gel, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, não compartilhar copos, talheres e alimentos, e manter os ambientes limpos e arejados, evitando aglomerações em locais fechados.
Caso os sintomas apareçam a bordo, a orientação é avisar imediatamente a equipe de saúde do navio. Após o desembarque, os viajantes devem monitorar o surgimento de sinais da doença por até 30 dias. Se houver suspeita, procure um serviço de saúde, informando sobre o histórico de viagem preferencialmente antes da chegada para preparar o atendimento e conter a transmissão.
Dúvidas sobre imunização podem ser esclarecidas no portal Vacina 100 Dúvidas, acessível gratuitamente pelo endereço eletrônico www.vacina100duvidas.sp.gov.br.






