Moradores que acompanham o cenário econômico e planejam gastos com viagens, compras internacionais ou importados devem redobrar a atenção. A cotação da moeda americana registrou alta expressiva e fechou próxima do patamar de R$ 5,20, refletindo um ambiente de maior instabilidade e cautela nos mercados financeiros globais.

O que aconteceu

O dólar comercial encerrou a quinta-feira (24) cotado a R$ 5,193, após registrar uma alta de 0,47%. Durante o pregão, a moeda americana iniciou as negociações negociada a R$ 5,16 e atingiu o pico de R$ 5,202 por volta das 15h. O movimento de valorização ocorreu em sintonia com o cenário externo, impulsionado pelo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecido como Treasury de dez anos, que superou a marca de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007.

Para conter a volatilidade, o Banco Central atuou no mercado de câmbio realizando a venda de US$ 1 bilhão por meio de dois leilões de linha simultâneos. Essa modalidade consiste na venda de dólares com compromisso de recompra futura, estratégia utilizada para injetar liquidez e ampliar a oferta da moeda estrangeira no mercado interno. Dados divulgados anteriormente pelo BC apontavam que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18.

Em meio a esse cenário de aversão ao risco, a bolsa de valores brasileira também apresentou retração. O Ibovespa recuou 0,99%, encerrando o pregão em 183.965,91 pontos, com oscilação entre a máxima de 186.211,43 pontos e a mínima de 183.834,97 pontos. A fuga de investidores de ativos de risco foi intensificada pela alta no preço do petróleo. O barril do tipo Brent subiu 3,41%, atingindo US$ 106,60, acumulando alta superior a 18% no mês, impulsionado por incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril WTI avançou 2,65%, cotado a US$ 94,61. A alta dos combustíveis e da energia mantém o alerta para pressões inflacionárias.