Moradores e investidores que acompanham o cenário econômico precisam redobrar a atenção para a recente alta da moeda norte-americana, que impacta diretamente custos de importação, viagens e o cenário inflacionário geral no país. O mercado financeiro registrou um movimento expressivo nesta segunda-feira, dia 28, impulsionado por fatores externos que merecem acompanhamento constante por parte do cidadão.

O que aconteceu

O dólar comercial encerrou o pregão do dia 28 de outubro registrando alta de 0,83%, cotado a R$ 5,226. Trata-se do patamar mais elevado para a moeda desde o dia 30 de março. O avanço acompanhou uma tendência de fortalecimento internacional do câmbio, motivada pela cautela global e pelo aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

A moeda estrangeira manteve trajetória de alta desde a abertura das negociações, superando a barreira de R$ 5,22 ainda no período da manhã. O comportamento refletiu a pressão sobre moedas de países emergentes, incluindo o Brasil. Paralelamente, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou a sessão em baixa de 0,26%, somando quatro recuos consecutivos, aos 182.991,13 pontos, em um dia de retração também para os mercados acionários internacionais.

No setor de commodities, o petróleo fechou o dia em terreno positivo, embora tenha reduzido o ritmo de ganhos durante a sessão. O barril do tipo Brent para dezembro avançou 0,40%, cotado a US$ 97,83, enquanto o barril WTI subiu 0,21%, atingindo US$ 92,60. A oscilação refletiu incertezas geopolíticas envolvendo negociações internacionais e a logística de transporte pelo Estreito de Ormuz.