Um experimento conduzido pela Anistia Internacional Brasil revelou deficiências preocupantes na filtragem de anúncios pelo Facebook. A investigação ocorreu a apenas 40 dias do primeiro turno das eleições gerais de 2026, evidenciando que a plataforma ainda sofre para conter conteúdos enganosos direcionados aos eleitores do país.

O teste com os anúncios

Para avaliar os mecanismos de segurança da rede social, a organização enviou 15 publicações pagas em língua portuguesa, todas miradas no público brasileiro com idade igual ou superior a 16 anos. Do total submetido, 14 continham inverdades de teor eleitoral e apenas uma postagem mantinha tom neutro.

As mensagens falsas espalhadas pelo experimento basearam-se em três eixos principais: estratégias para deslegitimar o pleito, a criação de figuras antagonistas e discursos autoritários centrados na pauta da segurança pública.

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Aprovação e barreiras de identidade

Dos 14 materiais carregados de desinformação enviados para análise, a plataforma deu sinal verde para a publicação de oito conteúdos. A entidade sem fins lucrativos ressaltou que os crias que acabaram barrados não sofreram restrições por causa da falsidade das informações, mas sim devido a burocracias ligadas à checagem de identidade dos perfis.

Posicionamento das partes

Em resposta aos apontamentos da pesquisa, a Meta declarou que o levantamento conduzido pela Anistia Internacional utilizou uma base reduzida de amostras e argumentou que destina investimentos expressivos para salvaguardar a lisura do pleito.

Por sua vez, o Tribunal Superior Eleitoral mantém a diretriz de que as empresas provedoras de internet têm a obrigação de implementar barreiras eficientes para travar a propagação de dados mentirosos que ponham em risco a lisura e a transparência do sistema eleitoral brasileiro.