Trabalhadores e moradores de Guarulhos que acompanham o cenário econômico nacional devem ficar atentos aos novos dados divulgados sobre os salários no setor privado. Levantamento com base em registros oficiais aponta o comportamento das negociações coletivas no país entre os meses de julho e setembro.
O que aconteceu
De acordo com os dados compilados pelo Banco Central pelo critério temporal de registro das convenções coletivas de trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego, os reajustes reais salariais no setor privado ficaram, em média, em 0,99% no trimestre avaliado. O índice supera o patamar de 0,71% registrado no mesmo período do ano anterior, considerando a média simples dos três meses.
No mesmo critério de registro, a parcela média das negociações que conseguiram superar a inflação passada alcançou 84,45% no trimestre encerrado em setembro de 2026. Já em termos nominais, o reajuste médio no intervalo foi de 5,12%, ficando abaixo dos 5,83% observados no mesmo período do ano passado.
A pesquisa também contempla os números pelo critério da data de vigência dos reajustes pactuados. Por essa metodologia, a média dos reajustes reais foi de 1,01%, valor superior aos 0,61% apurados no mesmo período de 2025. A parcela média das negociações que superaram a inflação passada chegou a 88,58%, enquanto o reajuste nominal médio ficou em 5,19%, menor que os 5,76% do ano anterior.
Como funcionam os indicadores
A autoridade monetária esclarece que a divulgação mensal desses indicadores ocorre por meio de duas formas devido ao comportamento das negociações trabalhistas. Como as categorias costumam assinar acordos após a data-base com vigência retroativa, os dados por vigência incorporam as convenções de maneira gradual e ficam sujeitos a revisões iniciais.
Por outro lado, os indicadores calculados pela data de registro não passam por revisões posteriores, mas concentram em um único mês instrumentos que possuem vigências distintas.






