Moradores de Guarulhos e da região metropolitana devem redobrar a atenção para as condições meteorológicas nas próximas horas. A cidade de São Paulo registrou um volume acumulado de 304,6 milímetros de chuva até o final da tarde de terça-feira (22), índice que surpreendeu os meteorologistas por ultrapassar a média histórica de janeiro, mês que tradicionalmente apresenta o maior volume de precipitação na capital paulista, com 292 milímetros.
O que aconteceu
O patamar atingido transformou setembro no período mais chuvoso já documentado em 83 anos de registros do Instituto Nacional de Meteorologia na estação meteorológica do Mirante de Santana, localizada na zona Norte da capital. Conforme dados da Climatempo, o volume atual equivale a quase quatro vezes a média considerada normal para o mês, que é de 83 milímetros, configurando também o maior índice acumulado ao longo de todo o ano de 2026.
A sequência de dias consecutivos de frio e precipitação foi gerada pela combinação entre o deslocamento de uma frente fria e o avanço de uma massa de ar polar sobre o território paulista. A previsão indica que o quadro de instabilidade começa a perder intensidade a partir de quinta-feira (24), embora o céu permaneça encoberto e os ventos mantenham a sensação térmica baixa durante todo o período.
Como será a mudança no tempo
A transição atmosférica tem início na sexta-feira (25), momento em que a massa de ar frio perde força e o sol retorna à capital, provocando rápida elevação nos termômetros. O primeiro final de semana da primavera terá tempo firme, com presença de sol e temperaturas próximas aos 30ºC na Grande São Paulo, além de predomínio de tempo aberto no litoral e no interior do estado, com baixa probabilidade de novas precipitações.
Apesar da melhora temporária, as projeções climáticas indicam que o estado de São Paulo enfrentará precipitações acima da média climatológica ao longo de toda a estação da primavera. A previsão aponta para episódios alternados de temporais fortes, motivados pelo encontro entre frentes frias e massas de ar quente, intercalados por períodos de veranico e calor intenso, com os meses de novembro e dezembro concentrando as marcas térmicas mais elevadas do período.






