Moradores de seis municípios do estado do Amazonas não pagarão valor adicional na conta de energia elétrica a partir do mês de outubro. A medida ocorre após a definição adotada pelo órgão regulador do setor elétrico nacional para a região.
O que aconteceu
A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que a bandeira tarifária verde entrará em vigor no próximo mês, zerando a cobrança extra nas faturas. A alteração atinge diretamente seis municípios que são atendidos pelo Sistema Interligado Nacional: Manaus, Presidente Figueiredo, Iranduba, Manacapuru, Parintins e Itacoatiara.
A mudança no sistema tarifário encerra um período de cinco meses consecutivos em que vigorou a bandeira amarela na localidade. Durante esse intervalo, os consumidores arcaram com uma taxa adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. O acionamento anterior da bandeira amarela ocorreu devido a condições desfavoráveis de geração de energia, que exigiram maior utilização de usinas termelétricas, gerando custos operacionais mais elevados.
O órgão regulador esclareceu ainda que outros 56 municípios do estado do Amazonas operam em sistemas isolados, ou seja, sem conexão com a rede nacional integrada. Por essa razão, essas localidades seguem normas próprias de fornecimento e tarifação, não sofrendo impacto direto da alteração anunciada para o Sistema Interligado Nacional.
Como funciona o sistema de bandeiras
O mecanismo de cores da agência serve para indicar ao consumidor as condições de produção de energia no país. Quando o volume de chuvas é baixo e o nível das hidrelétricas diminui, torna-se necessário ligar usinas termelétricas, cujo custo de produção é superior.
Para cobrir essa diferença financeira, o sistema tarifário é acionado com taxas extras divididas por categorias. A bandeira verde indica condições favoráveis e não possui custo adicional. A bandeira amarela sinaliza condições menos favoráveis, com cobrança de R$ 18,85 por megawatt-hora utilizado, equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh.
Nos patamares mais gravosos, a bandeira vermelha patamar 1 cobra R$ 44,63 por megawatt-hora, correspondente a R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, enquanto a bandeira vermelha patamar 2 atinge o custo de R$ 78,77 por megawatt-hora, ou R$ 7,87 a cada 100 kWh, refletindo cenários de geração bastante desfavoráveis.






