A corrida pelo comando do país em 23 de outubro foi marcada por agendas descentralizadas, ausências notadas e o primeiro confronto televisivo da disputa eleitoral de 2026. Enquanto alguns concorrentes aproveitaram o espaço na mídia para expor ideias, outros preferiram o isolamento ou priorizaram encontros com bases sindicais e comunitárias em diferentes estados.
Debate na TV e estratégias digitais
O Grupo Bandeirantes de Comunicação promoveu o primeiro debate presidencial, transmitido ao vivo pela Band TV de São Paulo, reunindo três nomes na noite que encerrou o domingo decisivo. Participaram do evento Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD).
Outros postulantes adotaram caminhos paralelos. Um candidato do PCB realizou uma transmissão ao vivo no YouTube, no canal Poder Popular, para comentar o programa em tempo real e interagir com simpatizantes. Já um representante do Novo começou o dia em uma missa no Rio de Janeiro, mas optou por faltar ao evento da emissora após a desistência de outros participantes.
Atos públicos na Grande São Paulo e no Nordeste
Na vizinha Osasco, na Região Metropolitana, um nome do PSTU esteve no aniversário de 13 anos da Ocupação Esperança, organizada pelo movimento Luta Popular. Na ocasião, defendeu investimentos estatais robustos em infraestrutura, com foco em moradia, escolas, hospitais e saneamento. Pautas que seguem como gargalos históricos em municípios populosos como Guarulhos e Osasco.
Mais distante do eixo sudeste, uma representante da UP cumpriu agenda em Fortaleza, Ceará. Ela participou de uma coletiva na Ocupação Mulher Preta Simoa e, no período vespertino, compareceu a um ato político cultural no Parque Raquel de Queiroz. Outro presidenciável, do partido Democrata, preferiu focar o dia em trabalhos internos para refinar seu plano de governo.
Silêncio nas agendas e restrição da Justiça Eleitoral
A lista de quem preferiu o descanso ou a preparação interna incluiu nomes como DC, PL, PT e PCO, que não divulgaram compromissos públicos na data. O cenário também continuou travado para um candidato do PRTB, que permaneceu impedido de realizar qualquer ato de campanha ou comparecer a debates devido a uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral.







