O mercado de seguros e proteção veicular passou por transformações significativas nos últimos anos, impulsionado por novos modelos de negócios e adaptações regulatórias. A trajetória de expansão de uma insurtech demonstra como a resiliência diante de desafios financeiros e barreiras corporativas pode resultar em consolidação no setor.
O que aconteceu
Após enfrentar dificuldades em projetos anteriores e receber recusas de sete seguradoras tradicionais para uma proposta voltada a compradores de veículos financiados, o empresário responsável pelo negócio decidiu criar uma alternativa própria em 2013, inicialmente baseada no modelo mutualista. O empreendimento evoluiu e, em 2020, participou do ambiente de testes regulatório da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal de regulação de seguros privados.
Com a transição e a obtenção de licença definitiva, a empresa adotou o nome Split Risk, sediada em Uberlândia (MG). A operação fechou o ano passado com faturamento de aproximadamente R$ 60 milhões, contando com 60 funcionários, 120 mil apólices emitidas e mais de 100 mil segurados ativos. Para os próximos períodos, a expectativa é de continuidade no crescimento, impulsionada por aportes financeiros recebidos de grupos de investimentos e pela adoção de formatos tecnológicos como o seguro embarcado e infraestrutura de underwriting.
Fiz sete reuniões para ofertar o projeto, eu tomei sete ‘nãos’ quando eles viam o nível de autonomia que eu gostaria de ter, que eu gostaria de aceitar o risco, de criar produtos, de fazer a distribuição. Eu não queria ser só mais um corretor de seguros
A empresa estruturou sua atuação no conceito de agente geral de gestão, assumindo análises de risco e retaguarda tecnológica enquanto concede autonomia comercial a parceiros para distribuição de apólices.






