Moradores do Estado de São Paulo acompanham uma transformação demográfica significativa que exige atenção para o planejamento de serviços públicos e estrutura urbana. Um estudo recente divulgado pela Seade, agência de estatísticas do estado, aponta que o território paulista alcançou a marca de praticamente um idoso para cada habitante com menos de 15 anos.
O que aconteceu
De acordo com os dados levantados, o índice de envelhecimento populacional no estado cresceu 8,7 vezes entre 1950 e 2025, atingindo a marca de 101,0 neste ano. Na década de 1950, o cenário era predominantemente jovem, registrando cerca de 11,6 idosos para cada 100 crianças e adolescentes de até 15 anos. No início dos anos 2000, essa proporção subiu para 34,1.
O estudo também detalha as diferenças regionais na distribuição etária. Nos anos 2000, municípios do sul e do litoral registravam os menores índices de envelhecimento, com destaque para Francisco Morato, na Região Metropolitana, devido à forte presença de jovens. Por outro lado, cidades do norte paulista já apresentavam índices superiores a 40%, enquanto Águas de São Pedro era a única onde o número de idosos superava o de jovens, com 110,9%.
Para o ano de 2025, os menores índices continuam concentrados no sul, como em Itapevi, na Grande São Paulo, que registrou 53,8%. Já na região norte, os números superam 120%. A maior porcentagem foi registrada em Turmalina, com 322,0%, seguida por Águas de São Pedro, com 270,1%.
A pesquisa conclui que o avanço nos índices decorre da baixa fecundidade e do aumento da expectativa de vida da população. No recorte de gênero e gerações para 2025, as mulheres idosas correspondem a 10,5%, enquanto os homens somam 7,9%. A Geração X, composta por nascidos entre 1965 e 1980, aproxima-se da terceira idade com um total de 9,2 milhões de pessoas, sendo que 549 mil já possuem 60 anos, representando 6,6% do total de idosos.






