Moradores de Guarulhos e de todo o país devem ficar atentos aos impactos econômicos decorrentes da suspensão das atividades das empresas de apostas online, medida que será anunciada pelo governo federal. A interrupção desse setor resultará em uma perda mensal de cerca de R$ 800 milhões que deixarão de entrar nos cofres da União, montante que vinha sendo arrecadado por meio de impostos aplicados sobre o mercado de apostas.

O que aconteceu

De acordo com os dados oficiais divulgados sobre o setor, a receita acumulada entre janeiro e agosto de 2026 alcançou R$ 6,3 bilhões. Desde o início da vigência do mercado regulado, em janeiro do ano passado, o total arrecadado chegou a R$ 15,3 bilhões. Os valores englobam um conjunto de tributos cobrados das companhias que exploram apostas de quota fixa, incluindo Imposto de Renda, IOF, Cofins, PIS/Pasep, CSLL, Cide e Contribuição Previdenciária.

A regulamentação inicial estabelecia a cobrança de 12% sobre a receita bruta, conhecida como Gross Gaming Revenue (GGR), com repasses específicos para diferentes setores. Posteriormente, uma lei aprovada elevou essa taxa para 15% com vigência prevista para 2028, determinando crescimentos anuais de 1 ponto percentual em 2026 e 2027. Adicionalmente, cada empresa devidamente autorizada pelo Ministério da Fazenda realizou o pagamento de R$ 30 milhões referentes à outorga para operar pelo período de cinco anos.

Até o primeiro semestre de 2026, o Brasil contabilizava 84 operadoras licenciadas para a oferta de apostas, gerenciando um total de 193 marcas ativas. Somente nos primeiros seis meses do ano, essas companhias registraram uma receita bruta de R$ 20,28 bilhões, o que representou uma alta de 6,2% em comparação aos R$ 19,09 bilhões obtidos em igual período do ano anterior. No fechamento de 2025, a receita bruta total atingiu R$ 40,69 bilhões.

O indicador GGR representa os recursos financeiros retidos pela casa de apostas após a quitação de todas as premiações devidas aos apostadores. Pela legislação vigente, parte desse montante possui destinação obrigatória para políticas públicas. No primeiro semestre de 2026, por exemplo, R$ 2,49 bilhões foram direcionados por lei para áreas como Esporte, que recebeu R$ 870,15 milhões, Turismo, com R$ 677,52 milhões, Segurança Pública, que contou com R$ 329,08 milhões, além de Seguridade Social e Educação, que somaram R$ 493,84 milhões de forma combinada, entre outros setores contemplados.