Um fundo de investimento imobiliário comunicou ao mercado financeiro que uma das empresas locatárias de seus espaços entrou em processo de recuperação judicial, acumulando débitos referentes a acordos de aluguel não quitados. A situação envolve um condomínio de galpões logísticos localizado em Guarulhos.

O que aconteceu

A locatária responsável pelo espaço, identificada como Comercial RS e instalada no Log Gaiolli Business Park, formalizou o pedido de recuperação judicial em conjunto com outras companhias do mesmo grupo econômico no dia 27 de julho de 2026. A tramitação do processo judicial teve o processamento autorizado pela Justiça em 6 de agosto do mesmo ano.

Antes da formalização da recuperação judicial, a empresa havia firmado duas negociações com o fundo INLG11 para realizar o parcelamento de débitos passados relacionados à locação do imóvel na cidade. No entanto, conforme o comunicado oficial divulgado, os repasses previstos nos acertos deixaram de ser cumpridos integralmente.

Levando em conta a fatia de 80% que o fundo possui no patrimônio imobiliário, restaram em aberto R$ 108,4 mil referentes ao primeiro termo de acordo, cuja cifra original de negociação havia sido estabelecida em R$ 688,3 mil. Além disso, outros R$ 105,4 mil continuaram pendentes no âmbito do segundo acordo, que contemplava as obrigações financeiras relativas ao mês de junho de 2026.

Além dos valores que já haviam sido renegociados, a companhia inquilina também deixou de quitar a fatura de locação correspondente ao mês de julho, cujo vencimento ocorreu no dia 1º de agosto. O contrato vigente de locação com a empresa tem validade programada até maio de 2030 e responde por cerca de 5,8% da receita mensal do fundo imobiliário.

Expectativa do fundo

Apesar do cenário de inadimplência e do pedido de recuperação judicial protocolado pela empresa, a administração e a gestão do fundo informaram que não preveem, neste momento, reflexos negativos diretos sobre os resultados financeiros ou sobre a distribuição de rendimentos aos cotistas.

Os responsáveis pela gestão destacaram que acompanharão de perto o andamento do processo na esfera judicial e adotarão as providências cabíveis para zelar pelos interesses financeiros do fundo e de seus investidores.