O cenário econômico nacional e as projeções para o orçamento do país ganharam destaque em pronunciamento recente do presidente da República, que abordou medidas para o controle da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto, o PIB. A declaração foi feita durante entrevista veiculada em rede nacional neste domingo (27), na qual foram debatidos os limites de gastos públicos e a necessidade de investimentos essenciais.

O que aconteceu

Durante a entrevista ao programa Canal Livre, o chefe do Executivo federal pontuou que o montante da dívida não gera descontrole administrativo, mas reforçou o objetivo de reduzi-la gradualmente por meio de prioridades fiscais. Entre os pontos citados, destacou-se a defesa de taxas de juros menores como estímulo para a atividade econômica e a manutenção da política de valorização do salário mínimo acima da inflação para a distribuição de renda.

Eu não gosto de dever mais do que eu recebo, não gosto. E a gente vai diminuir essa dívida pública com relação ao PIB, primeiro fazendo os gastos que são necessários fazer

Na mesma ocasião, o presidente indicou intenção de promover alterações no sistema político brasileiro caso venha a disputar e vencer uma nova eleição. Entre as propostas mencionadas estão a revisão da destinação de recursos geridos pelo Congresso Nacional e o combate à pulverização de legendas partidárias.

Não é possível a gente continuar com um Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Então, tudo isso vai ter que mudar. Agora, eu vou conseguir fazer com facilidade? Não. Mas se eu não fizer, ninguém faz. Esse é o dado concreto

O mandatário também declarou posição contrária à manutenção dos atuais fundos partidário e eleitoral, recursos públicos utilizados para o financiamento de campanhas e estruturas de partidos políticos no país.

Eu que fui defensor do fundo partidário, eu que fui defensor do fundo eleitoral, hoje eu sou contra. Eu sou contra porque isso apodreceu a política