o uso de planilhas eletrônicas na rotina de equipes de manutenção industrial pode funcionar em operações menores, mas o crescimento no volume de equipamentos, profissionais e informações costuma revelar limitações importantes no controle de ordens de serviço, custos e cronogramas.
o que aconteceu
um estudo de caso publicado pela sciencedirect avaliou a maturidade da gestão de informações de manutenção e atribuiu apenas 0,94 ponto, em uma escala de 0 a 4, à base de dados de ordens de serviço analisada. o trabalho destaca que dados sobre custos, peças, tempo de execução e intervenções precisam de estruturação adequada para gerar indicadores de apoio à decisão.
segundo especialistas da área, a dependência de controles descentralizados impede que a gestão tenha uma visão clara da operação. entre os principais indícios de que o modelo baseado em arquivos simples ficou obsoleto estão a dificuldade para resgatar o histórico de falhas e peças trocadas, a necessidade de atualização manual constante que gera dados desatualizados, a falta de previsibilidade em métricas de falhas e a dificuldade em cruzar custos por ativo.
quando a manutenção depende de diferentes planilhas para registrar informações, o gestor pode até ter muitos dados, mas não necessariamente tem uma visão clara do que está acontecendo com os ativos
além disso, quando a manutenção assume um papel mais estratégico, a ausência de dados estruturados impede que o histórico dos equipamentos auxilie a diretoria na tomada de decisões sobre substituições e investimentos na indústria.
o que fazer
empresas que identificam esses gargalos operacionais costumam migrar para sistemas especializados em gestão de manutenção. essas plataformas reúnem informações de ativos, equipes, ordens de serviço e indicadores em uma única estrutura, integrando o setor às decisões estratégicas do negócio.






