O cenário econômico nacional voltou a ser pauta central durante sabatina na última quinta-feira (27). O atual chefe do Executivo federal descartou completamente a hipótese de privatizar os Correios, empresa que atravessa um período delicado com quatro anos consecutivos de resultados negativos e um rombo histórico acumulado em R$ 15 bilhões. A gestora federal pretende reerguer a companhia para garantir atendimento de excelência aos cidadãos.

Desde 85 o Correio brasileiro vive em crise e alguém quer privatizar os Correios

Apesar de reconhecer que a organização falhou em acompanhar as inovações tecnológicas do setor logístico e perdeu espaço para concorrentes privados, a gestão atual aposta em uma reformulação interna conduzida por uma nova diretoria. Parcerias estratégicas com companhias nacionais ou estrangeiras também não estão descartadas para otimizar os fluxos de entregas em todo o território nacional.

Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer

Endividamento em debate

Outro ponto abordado foi o patamar da dívida pública brasileira, que ultrapassou a marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). O presidente minimizou o indicador e atribuiu o crescimento recente a fatores como a taxa básica de juros fixada em 14% ao ano e ao déficit fiscal herdado da gestão anterior. Para o mandatário, o avanço contínuo do PIB acima de 2% ao ano funcionará como o principal mecanismo para diluir esse passivo ao longo do tempo.

Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair em relação ao PIB. 80% de dívida, em um país, não é muito. Olhe para os Estados Unidos, o Japão, a Itália. Sabe quanto é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB

A sabatina integrou a série de entrevistas promovida com os principais nomes que disputam o Palácio do Planalto no pleito agendado para o dia 4 de outubro, com primeiro turno oficializado no calendário eleitoral.