O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas na sexta-feira (18.set.2026) aos clubes de futebol que se posicionam contra eventuais restrições ou a proibição de casas de apostas eletrônicas no país. A declaração ocorreu durante um comício realizado em Guarulhos (SP).
O que aconteceu
Durante o discurso, o chefe do Executivo afirmou que a iniciativa de pressionar o governo contra as proibições era liderada pelo Flamengo. No mesmo momento, a primeira-dama Janja Lula da Silva, torcedora da equipe carioca, fez um gesto indicando contrariedade, em tom de brincadeira, para que o presidente alterasse a fala.
Após a intervenção, o presidente incluiu o Corinthians e outras equipes na declaração, recebendo apoio da primeira-dama. Lula mencionou que diversos times brasileiros conquistaram títulos mundiais antes da existência de patrocínios de apostas e argumentou que a proibição ajudará a combater a lavagem de dinheiro no setor.
Hoje os times de futebol, liderados pelo Flamengo… [neste momento Janja interfere] e pelo Corinthians e por todos os times, disseram que, se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol.
O presidente também afirmou que a seleção brasileira venceu cinco Copas do Mundo sem o patrocínio das apostas esportivas online e classificou como balela o argumento de que o encerramento das atividades das empresas do setor destruirá a modalidade esportiva.
A gente pode perder imposto, mas não a vida dos pobres jogando. Esse negócio de que vai acabar [o futebol] é balela. Vamos acabar é com a lavagem de dinheiro e roubalheira.
Anteriormente, equipes do futebol brasileiro se manifestaram publicamente contra mudanças na regulamentação das bets e dos jogos online. Em publicação conjunta utilizando a frase "O fim do futebol brasileiro", os clubes defenderam a manutenção do mercado regulado de apostas.
Atualmente, dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 13 possuem contratos de patrocínio master com empresas do segmento. A estimativa apresentada pelas instituições esportivas aponta um impacto financeiro de aproximadamente R$ 1 bilhão caso o mercado seja proibido.






