O Ministério da Saúde anunciou o reforço na distribuição de vacinas contra a mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, no estado do Rio de Janeiro. A ação ocorre em resposta ao crescimento recente nas confirmações da doença na região, com o objetivo de conter a circulação do vírus e preparar a rede de saúde para o final do ano, período que costuma registrar maior movimentação de pessoas.

O que aconteceu

Dados epidemiológicos apontam que o estado fluminense registrou 269 casos confirmados da infecção, o que representa uma alta em relação ao ano anterior. Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde contabilizou 55 diagnósticos positivos em outubro, configurando o maior patamar mensal para o período desde o final de 2022. O cenário levou autoridades sanitárias a intensificarem o monitoramento da curva de transmissão.

Devido à disponibilidade limitada de doses em nível global, o imunizante segue restrito a públicos específicos de maior vulnerabilidade. O esquema vacinal é composto por duas aplicações, com um intervalo de 28 dias entre elas. A prioridade é destinada aos seguintes grupos:

Profissionais de laboratório que lidam diretamente com Orthopoxvírus; pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam imunossupressão; indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com um caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde; e usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), caso haja sobra de imunizantes.

Diante do cenário epidemiológico, a imunização seguirá direcionada aos grupos recomendados

Como se proteger e identificar

A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio de contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias.

Os sintomas mais frequentes compreendem erupções cutâneas ou feridas pelo corpo, ínguas inchadas, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza. A orientação oficial é procurar uma unidade de atendimento médico caso o cidadão apresente lesões na pele acompanhadas de febre ou ínguas, tenha tido contato com casos suspeitos, ou pertença a grupos de risco como gestantes, idosos, crianças, transplantados e pacientes oncológicos.

Para prevenção, recomenda-se evitar o contato direto com pessoas infectadas, não compartilhar utensílios e objetos pessoais, realizar a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel, lavar vestimentas e roupas de cama com água e detergente, além de manter o isolamento domiciliar até o término do período de transmissão.