O governo federal divulgou um conjunto de medidas na área econômica que abrange o Desenrola 3.0, a extinção da taxação sobre compras internacionais, o reajuste do Bolsa Família e a desoneração da gasolina. Embora o pacote tenha potencial para alterar a percepção popular sobre a economia, analistas econômicos alertam para os custos futuros e os reflexos fiscais que essas ações podem impor ao país.
O que aconteceu
Entre as iniciativas está o Desenrola 3.0, além de versões anteriores voltadas à renegociação de dívidas. Especialistas apontam que essas ações ainda não geraram um impacto expressivo na redução da inadimplência da população. A medida que põe fim à cobrança de tributos sobre importações de baixo valor também integra o pacote, sendo apontada como relevante pelo contexto de sua reversão próxima ao período eleitoral.
O pacote inclui ainda programas como o Pé-de-Meia e auxílios voltados a entregadores. Um dos pontos que mais chamou atenção foi o reajuste de 15% no Bolsa Família, implementado de forma repentina e sem previsão prévia na proposta de orçamento do governo, o que gera desafios para a execução fiscal.
Outro ponto destacado é a desoneração da gasolina, criada para amortecer o impacto da alta do petróleo sobre a inflação. Contudo, especialistas advertem que o alívio é passageiro e pode resultar em pressões inflacionárias no futuro, além de elevar a dívida pública e dificultar a gestão do orçamento diante de despesas obrigatórias.
A gente não viu ainda um efeito muito claro, muito expressivo nessa questão.
Em algum momento esse preço vai chegar para a economia, para o consumidor. É como se a gente estivesse gestando uma inflação ali para frente.






