Moradores de Guarulhos que acompanham o noticiário econômico devem ficar atentos às recentes declarações do governo federal sobre a dívida pública e as reservas internacionais do país. O tema impacta diretamente o cenário financeiro nacional e o planejamento orçamentário para os próximos anos.
O que aconteceu
Em entrevista concedida no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a dívida pública não lhe causa pânico. Como justificativa para a confiança na capacidade de enfrentamento de crises econômicas, o chefe do Executivo destacou o volume das reservas internacionais do país, atualmente estimadas em 370 bilhões de dólares e administradas pelo Banco Central.
Apesar de afastar o temor imediato com o endividamento, o presidente pontuou que existe uma preocupação com o tema e que o objetivo da gestão é reduzir a proporção da dívida em relação ao Produto Interno Bruto, o PIB. Contudo, nenhum detalhamento prático sobre como essa redução será executada foi apresentado durante a entrevista.
Quando eu digo que a divida publica não me causa pânico, é a divida publica irreal. Nós temos uma reserva de 370 bilhões de dólares, feita por mim
Entre as prioridades mantidas pela administração federal estão a continuidade de auxílios voltados à população de menor renda e a política de reajustes do salário mínimo acima da taxa de inflação. Além disso, o projeto de Orçamento enviado ao Congresso Nacional traz uma previsão de superávit primário de 18,6 bilhões de reais nas contas federais para o ano de 2027, sem a contabilização dos juros da dívida, representando uma projeção oficial e não um montante já consolidado.
Tenho uma preocupação com a dívida pública, porque não gosto de dever mais do que recebo. E a gente vai diminuir essa dívida pública com relação ao PIB






