Notar uma quantidade maior de fios no travesseiro, na escova ou no ralo do chuveiro pode indicar a necessidade de atenção médica, especialmente quando a perda se torna constante e intensa. Embora existam diversas razões para a queda capilar, uma das possibilidades envolve a deficiência de ferro, mesmo antes do surgimento de um quadro de anemia. O mineral atua em diferentes funções do organismo e é essencial para o metabolismo dos folículos capilares. Quando os estoques diminuem, podem ocorrer alterações no ciclo de crescimento dos fios e o chamado eflúvio telógeno.

O que aconteceu

Especialistas apontam que a carência de ferro não deve ser tratada automaticamente como a única motivadora da perda de cabelo, visto que a saúde capilar depende de múltiplos fatores. Pesquisas científicas recentes analisaram a relação entre os níveis de ferritina — marcador dos estoques de ferro — e a alopecia, revelando resultados variados sobre a ligação direta entre os dois elementos. Enquanto algumas análises identificaram estoques mais baixos em mulheres com queda capilar, outros estudos não apontaram uma frequência superior de deficiência entre as pessoas com histórico de perda de fios.

A deficiência de ferro não deve ser considerada automaticamente a causa da queda de cabelo, porque existem diversos fatores envolvidos na saúde dos fios. No entanto, diante de uma queda persistente ou difusa, é importante investigar possíveis deficiências nutricionais, entre outras causas. A avaliação dos estoques de ferro pode fazer parte dessa investigação

A perda de cabelo também pode ser desencadeada por alterações hormonais, predisposição genética, distúrbios da tireoide, estresse físico ou emocional, infecções, mudanças drásticas na dieta e perda de peso. O eflúvio telógeno, por exemplo, costuma surgir meses após um evento marcante, como febre alta, cirurgias, parto ou períodos de forte estresse.

Uma queda de cabelo persistente merece investigação, principalmente quando não há uma causa evidente. A avaliação médica permite entender se existe deficiência de ferro ou outro fator contribuindo para o quadro, em vez de simplesmente iniciar uma suplementação sem saber o que está provocando a queda

Como se proteger e cuidar da saúde

A orientação para quem enfrenta o problema é evitar o uso de suplementos sem acompanhamento profissional. A correção da deficiência de ferro é importante, mas a reposição isolada nem sempre resolve diferentes tipos de queda capilar. É fundamental descobrir a origem da baixa nos estoques do mineral, que pode ser causada por perdas de sangue, má alimentação ou problemas de absorção intestinal.

Caso a perda de cabelo seja intensa, persistente e venha acompanhada de sintomas como fadiga, fraqueza, palidez ou falta de ar aos esforços, o morador deve procurar avaliação médica especializada para um diagnóstico preciso e individualizado.