Uma campanha do Governo de São Paulo contra o sarampo começa no dia 3 e coloca três cidades no radar: Guarulhos, a capital paulista e São Bernardo do Campo. O chamado vale para a faixa dos seis meses aos 59 anos, que deve buscar os postos de saúde para frear o avanço do vírus na Região Metropolitana.
Ninguém dentro dessa idade fica de fora, nem quem já recebeu doses anteriores contra o sarampo. O imunizante da vez é a tríplice viral, que cobre também caxumba e rubéola.
Quinze casos no estado em 2026
O que motivou a ampliação foi o cenário epidemiológico. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado de São Paulo contabilizou quinze casos confirmados da doença em 2026. Doze deles apareceram na capital; São Bernardo do Campo ficou com dois, e Guarulhos, com um. Essa concentração na Grande São Paulo é o que define o recorte geográfico da campanha intensificada.
O registro mais recente é justamente o de Guarulhos. A paciente é uma criança que não tinha recebido a vacina, o que escancara a vulnerabilidade de quem está fora da proteção.
Sintomas e alerta para quem viajou
Voltou de um país-sede da Copa do Mundo de Futebol? A atenção precisa ser redobrada. Nathalia Franceschi, assessora em saúde pública do CVE, lista os sinais a observar: febre, tosse, coriza, conjuntivite, mal-estar geral e manchas avermelhadas pelo corpo. Ao notar qualquer um deles, procurar atendimento médico é o que garante diagnóstico precoce e trava a disseminação.
A orientação também alcança quem perdeu a caderneta ou não lembra se tomou a dose. Nesse caso, o caminho é uma unidade de saúde: um profissional avalia o histórico e indica a aplicação correta.
Cobertura longe da meta
Os números preliminares de 2026 mostram 77,5% de cobertura na primeira dose da tríplice viral no estado e 65,5% na segunda. Ambos ficam abaixo dos 95% fixados como meta pelo Ministério da Saúde. O calendário prevê ainda uma dose zero para bebês de seis meses a 11 meses e 29 dias, aplicação que não elimina as doses marcadas para os 12 e os 15 meses.
Fora dessas três cidades, a multivacinação paulista tem outro alvo: atualizar a caderneta de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, aplicando o que estiver atrasado no Calendário Nacional de Vacinação. Basta ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) levando um documento de identificação e a caderneta.
Nos postos, a oferta é ampla. Ficam disponíveis BCG, pentavalente, DTP, poliomielite e rotavírus, entre outras. A relação segue com pneumocócica, meningocócica C e ACWY, hepatite A e B, varicela, influenza, Covid-19, febre amarela, HPV e a tríplice viral. Para tirar dúvidas, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, em vacina100duvidas.sp.gov.br, com respostas sobre segurança, eficácia, eventos adversos e os riscos de não se vacinar.







