Durante a semana voltada ao público infantil, a Secretaria da Saúde de Guarulhos intensificou as orientações sobre a necessidade de manter uma rotina alimentar balanceada para evitar o acúmulo excessivo de peso na infância e na adolescência, alertando para a relação direta com o surgimento precoce de condições crônicas de saúde.
O que aconteceu
O excesso de peso em idades precoces eleva significativamente a probabilidade de desenvolvimento de patologias cardíacas, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, disfunções hepáticas, quadros renais, asma, agravamento da covid-19 e diferentes tipos de câncer. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026 indicam que cerca de 177 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos enfrentavam o problema em 2025, com projeção de crescimento para 228 milhões até o ano de 2040.
Entre os principais fatores que impulsionam o quadro estão a ingestão recorrente de itens ultraprocessados com baixa densidade nutricional, o sedentarismo e o uso prolongado de telas. A orientação técnica aponta que a base das refeições deve ser composta por itens in natura ou minimamente processados, a exemplo de arroz, feijão, vegetais, frutas, ovos e carnes.
Na rede municipal de Guarulhos, as Unidades Básicas de Saúde realizam o monitoramento contínuo do crescimento infantil por meio de consultas de puericultura e checagem do estado nutricional. Os menores identificados com sobrepeso recebem suporte individual ou coletivo de profissionais de várias áreas e podem ser encaminhados ao Ambulatório da Criança para suporte especializado.
O levantamento internacional também destaca que condições maternas anteriores, como tabagismo, diabetes, sobrepeso e obesidade, aumentam a predisposição infantil. Para a prevenção precoce, o Ministério da Saúde orienta o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, mantido até os dois anos ou mais, com a inserção gradual de alimentos complementares adequados a partir do sexto mês.






