O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo bateu o martelo na manhã desta segunda-feira (24) e decidiu manter o político do PRTB inelegível até o ano de 2032. A decisão veio após o presidente da Corte, desembargador José Antonio Encinas Manfré, rejeitar os argumentos apresentados pela defesa e preservar a condenação de oito anos longe de cargos públicos, acompanhada de uma multa fixada em R$ 420 mil.

Motivação da punição

A sanção aplicada tem origem no uso inadequado dos canais de comunicação durante a disputa municipal de 2024 na capital paulista. De acordo com o entendimento do tribunal, o empresário montou uma verdadeira estrutura empresarial voltada a pagar influenciadores digitais para a fabricação e distribuição de vídeos curtos, os chamados cortes, nas redes sociais.

Por outro lado, o mesmo despacho rejeitou um pedido formulado pelo Ministério Público Eleitoral, que tentava inflar a condenação com acusações de abuso de poder econômico e despesas ilegais. O magistrado apontou que o processo carece de prova inequívoca do efetivo pagamento de prêmio em dinheiro que justificasse essa ampliação.

Impacto nas Eleições 2026 e reflexos locais

Apesar do revés jurídico e do impedimento atual, o político já protocolou sua candidatura à Presidência da República pela mesma legenda para o pleito de 2026, aguardando ainda o crivo definitivo da Justiça Eleitoral. Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral impôs duras travas provisórias: estão vedados o uso de verbas dos fundos eleitoral e partidário, além da participação em debates de televisão e no horário eleitoral gratuito.

Para os moradores de Guarulhos, o tabuleiro nacional é acompanhado de perto. Sendo o segundo maior colégio eleitoral do estado e um polo logístico fundamental, a metrópole guarulhense vê na corrida presidencial um fator direto para a definição de alianças regionais e para a futura liberação de investimentos federais voltados à infraestrutura, à saúde e à mobilidade urbana da cidade.