O avanço das ferramentas de atendimento automatizado baseado em inteligência artificial traz novos desafios para as relações de consumo, exigindo atenção redobrada de empresas e órgãos de controle para evitar a burocratização na solução de conflitos.

O que aconteceu

Uma análise conduzida pelo advogado Fabricio da Mota Alves, sócio do Serur Advogados, colocou em debate os limites operacionais do suporte digital por inteligência artificial. A discussão aborda o impacto dessas tecnologias na qualidade da resposta ao cidadão e o risco de que os canais de atendimento extrajudicial acabem se tornando apenas etapas burocráticas antes da via judicial.

O estudo destaca que a automação, quando mal empregada, pode distanciar o consumidor da resolução efetiva de seus problemas, elevando a probabilidade de litígios nos tribunais e sobrecarregando o sistema de Justiça com demandas que poderiam ser resolvidas diretamente na origem.