A inteligência artificial vem ganhando espaço nos escritórios de arquitetura, levantando debates sobre a transformação das funções e os impactos na rotina dos profissionais da área em um contexto de adoção acelerada da tecnologia.
O que aconteceu
Dados divulgados pelo Royal Institute of British Architects (RIBA) mostram que 74% dos escritórios pesquisados utilizam inteligência artificial em pelo menos alguns projetos, um aumento em relação aos 59% registrados no ano anterior. A tecnologia tem sido aplicada em atividades como visualização de projetos, gestão, verificação de conformidade e desenvolvimento técnico.
Especialistas apontam que as funções operacionais tendem a ser automatizadas, exigindo que o arquiteto assuma um papel mais estratégico na condução dos trabalhos.
Uma hora essas IAs vão substituir parte do trabalho do arquiteto. Mas o arquiteto e o engenheiro ainda serão os profissionais responsáveis por conferir esse trabalho, entender o que foi produzido e garantir que aquilo possa realmente ser aplicado.
O processo arquitetônico envolve a interpretação de necessidades, análise de contexto e consideração de aspectos técnicos, etapas que não podem ser totalmente delegadas. Além disso, a capacidade de formular comandos adequados para as ferramentas passa a ser vista como uma competência relevante.
O arquiteto vai ser um grande criador de prompts. Ele vai entender o cliente, entender o que ele quer e passar isso para a IA. E precisa aprender sobre isso, porque é uma tecnologia que vai fazer cada vez mais parte do trabalho.
O levantamento também aponta preocupações no setor: 59% dos escritórios consultados acreditam que a adoção da IA pode levar à redução de vagas, enquanto 61% avaliam que a tecnologia pode dificultar a aquisição de habilidades por profissionais em início de carreira. Em contrapartida, o instituto destaca que a ferramenta pode eliminar tarefas repetitivas e abrir espaço para a criatividade, o pensamento estratégico e o relacionamento com clientes.






