O mercado de condomínios logísticos de alto padrão no estado de São Paulo registrou forte aquecimento no terceiro trimestre de 2026, com a taxa de vacância recuando para 3%, o menor patamar já registrado na série histórica estadual. O dado aponta que a entrega de novos empreendimentos no período não foi suficiente para atender à demanda consistente por esses espaços.
O que aconteceu
Durante os meses de julho a setembro, o estado foi responsável por seis em cada dez metros quadrados de galpões entregues em todo o Brasil. A Região Metropolitana concentrou as maiores movimentações, impulsionada pela infraestrutura de acesso e pela proximidade com o principal centro consumidor do país.
O setor de comércio eletrônico continuou liderando a procura por esses imóveis, respondendo por seis das dez maiores locações de grande porte realizadas no período. Como reflexo da baixa disponibilidade de áreas, o preço médio do aluguel no estado se aproxima de R$ 40 por metro quadrado ao mês.
Para o último trimestre de 2026, a projeção é de que a oferta de novos espaços continue crescendo, sendo que Guarulhos deverá concentrar aproximadamente 50% de todo o estoque previsto para ser entregue nessa etapa, reforçando sua relevância como polo logístico paulista.
O estado de São Paulo mantém sua posição como principal mercado de condomínios logísticos do país, concentrando seis em cada dez metros quadrados entregues no país e parcela relevante das maiores movimentações de locação. Mesmo com a expansão do estoque, a absorção segue robusta, e a vacância chegou ao menor patamar da série histórica. A disponibilidade restrita, especialmente nos mercados mais consolidados, sustenta a valorização dos preços de locação, que se aproximam de R$ 40/m²/mês. Para o encerramento de 2026, a expectativa é de continuidade da baixa vacância e de pressão adicional sobre os aluguéis, sobretudo nas regiões mais próximas à capital






