Manter o calendário de imunização atualizado ao longo de todas as fases da vida é uma medida fundamental para evitar o ressurgimento de infecções virais graves e potencialmente fatais, como o sarampo. Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou pelo menos 61 casos de sarampo até o mês de outubro, sendo que 75% dos 41 doentes avaliados não tinham recebido a vacina.
O que aconteceu
Especialistas explicam que as vacinas introduzem no organismo versões enfraquecidas dos agentes causadores de enfermidades, estimulando uma resposta do sistema imunológico. Dessa forma, o corpo fica preparado para combater o microrganismo real caso ocorra uma infecção. A necessidade de reforços e novas doses persiste na idade adulta devido a um fenômeno conhecido como imunossenescência, que representa a deterioração natural do sistema de defesa a partir dos 50 anos, tornando o organismo mais vulnerável a complicações severas.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece prioridades conforme a faixa etária. Em crianças, destacam-se os imunizantes contra meningite e pneumococos para barrar pneumonias graves. Nos adolescentes, o foco principal é a proteção contra o HPV. Já nos extremos da vida, como na infância e na terceira idade, a vacinação contra a gripe e a influenza é indispensável para evitar formas graves da doença.
Tanto as crianças quanto os idosos não devem jamais deixar de se vacinar contra a gripe e influenza, que costuma causar formas graves da doença nos extremos da vida.
Além disso, fatores climáticos associados aos impactos do fenômeno El Niño aumentam os alertas da Organização Mundial da Saúde para a proliferação de enfermidades transmitidas por vetores e pela água, a exemplo da dengue. O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o imunizante contra a dengue, recomendado para pessoas com menos de 60 anos, e disponibiliza também a proteção contra a febre amarela.
O que fazer
A recomendação oficial do Ministério da Saúde é para que qualquer cidadão com doses em atraso procure imediatamente uma unidade de saúde para atualizar a caderneta de vacinação e garantir a proteção individual e coletiva.






