O governo federal registrou uma arrecadação de R$ 5,26 bilhões por meio da cobrança do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos entre os meses de janeiro e setembro. A informação foi divulgada oficialmente pela Receita Federal na última quinta-feira (22), detalhando o desempenho fiscal do tributo que faz parte das novas medidas de compensação econômica do país.

O que aconteceu

Do montante total recolhido pelo Fisco ao longo do período, a maior parte veio de contribuintes que moram no país, somando R$ 3,4 bilhões. Outros R$ 1,9 bilhão aproximadamente foram obtidos por meio da taxação aplicada a residentes no exterior. Apenas no mês de setembro, o valor arrecadado com essa modalidade específica de Imposto de Renda alcançou a marca de R$ 1,23 bilhão.

O novo imposto foi instituído com o objetivo principal de compensar a isenção do Imposto de Renda direcionada à faixa de trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. Inicialmente, as projeções da pasta econômica apontavam para uma arrecadação total de cerca de R$ 29 bilhões com a tributação de lucros e dividendos ao longo do ano. No entanto, o valor foi ajustado para R$ 17,2 bilhões em julho e, posteriormente, recalculado devido a frustrações nas receitas esperadas, com a expectativa atual de fechar o período com R$ 10,5 bilhões nos cofres públicos.

Além desse tributo, os dados divulgados também mostram que a taxação sobre a exportação de petróleo gerou R$ 12,9 bilhões aos cofres federais, divididos entre R$ 455,9 milhões vindos de residentes no exterior e R$ 774,5 milhões de contribuintes residentes no Brasil.