A modalidade de energia solar por assinatura surge como uma alternativa para quem busca reduzir os gastos com eletricidade sem a necessidade de instalar painéis fotovoltaicos na própria residência ou estabelecimento. O sistema é respaldado pela regulamentação do setor elétrico brasileiro, fundamentado na Resolução Normativa nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e na Lei nº 14.300, de 2022, que estabelece o marco legal da microgeração e minigeração distribuída no país.

O que aconteceu

O serviço funciona por meio da contratação de uma empresa especializada que opera usinas solares compartilhadas. A eletricidade gerada nessas unidades é convertida em créditos energéticos, utilizados para abater parte do consumo na conta de luz do cliente, conforme as regras de compensação vigentes. A distribuição física da energia continua sendo realizada pela concessionária local de eletricidade.

Um exemplo desse mercado é a atuação da empresa ClickLivre Energia, que opera em Minas Gerais atendendo clientes conectados à rede da Cemig. A companhia oferece um desconto de 15% na fatura e relata cerca de 50 MWp de capacidade instalada em suas fazendas solares, o que resultaria na prevenção de aproximadamente 4 mil toneladas de emissões de carbono anualmente.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), publicados no Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026, apontam que a geração solar fotovoltaica no Brasil alcançou 88.141 GWh em 2025, registrando alta superior a 24% em comparação ao ano anterior. Esse avanço é atribuído ao fortalecimento do marco regulatório e à busca por fontes renováveis.

O crescimento começou com a regulamentação da Aneel e ganhou força com o desenvolvimento do próprio setor. Isso propiciou a confiabilidade necessária para que os consumidores brasileiros adotassem a ideia e percebessem seu potencial de retorno econômico.

O que fazer

Especialistas do setor recomendam que o consumidor adote medidas preventivas antes de assinar qualquer contrato de fornecimento por assinatura. É fundamental verificar detalhadamente quais cobranças continuarão a ser emitidas na fatura da distribuidora local, analisar o prazo de vigência do contrato e checar as condições estabelecidas para eventual cancelamento do serviço. A economia final depende do consumo individual, das tarifas vigentes e das regras específicas de compensação de créditos de cada região.

Além de econômica, confiável e acessível, a energia fotovoltaica é uma fonte renovável. Esses fatores contribuem para ampliar o interesse dos consumidores por esse tipo de geração.