Moradores e trabalhadores de Guarulhos acompanham movimentações importantes no setor industrial, com desdobramentos diretos na unidade local e novas expansões planejadas para o interior do estado de São Paulo. A estratégia empresarial busca suprir gargalos de fornecimento no mercado nacional e internacional.

O que aconteceu

A Hitachi Energy decidiu ampliar, ainda antes da inauguração oficial, o complexo fabril em construção no município de Pindamonhangaba. O planejamento inicial previa apenas a fabricação de transformadores, mas a empresa incluiu a construção de uma nova planta dedicada exclusivamente à produção de componentes essenciais, como buchas e comutadores utilizados na transmissão de energia.

O novo aporte financeiro é de R$ 385 milhões, o equivalente a cerca de US$ 77 milhões. Esse valor se soma aos US$ 210 milhões já destinados ao projeto original do complexo. A previsão de conclusão é para novembro de 2027 para a primeira unidade fabril, enquanto a planta voltada para componentes deve ficar pronta um ano depois. A expectativa oficial aponta para a geração de 120 novos postos de trabalho diretos na região.

Segundo a liderança da companhia, a expansão também repercute na unidade instalada em Guarulhos, na Grande São Paulo. A estratégia corporativa prevê multiplicar por dez a produção atual de componentes, aproveitando tanto a ampliação dos itens já fabricados em solo guarulhense quanto a diversificação do portfólio. Recentemente, a marca também inaugurou a ampliação da fábrica em Guarulhos, projeto anunciado em 2024 que aumentou a capacidade produtiva local em 50%, além de estruturar um novo centro de serviços na região metropolitana.

Os componentes de transformadores acabaram por virar um gargalo. Hoje, mundialmente, existe um grande gargalo. Então, a empresa está se preparando, ela se antecipou para atender à demanda que vem com cargas eletrointensivas, como data centers e mobilidade elétrica.

No total, o volume de investimentos aplicados pela multinacional desde 2024 e previstos até o encerramento de 2028 chega perto dos R$ 2 bilhões. A iniciativa visa atender a demandas do mercado interno e manter capacidade de exportação para outras regiões do planeta.